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fevereiro 27, 2004

Máquina de Fazer Déjà Vu 

Cliquem no link ao lado e visitem a incrível máquina de fazer Déjà Vu: Preparem-se!
Até segunda.
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fevereiro 26, 2004

Super Frankl contra os terríveis traficantes de trouxinhas de Prozac! 

"A busca por sentido [pelo sentido da vida] certamente pode causar tensão interior em vez de equilíbrio interior. Entretanto, justamente esta tensão é um pré-requisito insdispensável para a saúde mental. Ouso dizer que nada no mundo contribui tão efetivamente para a sobrevivência, mesmo nas piores condições, como saber que a vida da gente tem um sentido. Há muita sabedoria nas palavras de Nietzsche: "Quem tem por que viver suporta quase qualquer como." Nestas palavras vejo um lema válido para qualquer psicoterapia. Nos campos de concentração nazistas, poder-se-ia ter testemunhado que aqueles que sabiam que havia uma tarefa esperando por eles tinham mais chances de sobreviver. Outros autores de livros sobre campos de concentração chegaram à mesma conclusão, assim como investigações psiquiátricas sobre acampamentos com prisioneiros de guerra no Japão, Coréia do Norte e Vietnã do Norte.

"Quanto a mim, quando fui levado para o campo de concentração em Auschwitz, um manuscrito meu, pronto para publicação, foi confiscado. Não há dúvida de que o meu profundo desejo de reescrevê-lo me ajudou a sobreviver os rigores dos campos de concentração em que estive. Assim, por exemplo, quando fui atacado pela febre do tifo, rabisquei muitos apontamentos em pedacinhos de papel para depois conseguir reescrever o manuscrito, caso vivesse até o dia da libertação. Tenho certeza de que essa reconstrução de meu manuscrito perdido, levada a cabo na penumbra dos barracões de um campo de concentração na Baviera, ajudou-me a superar o perigo de um colapso cardiovascular.

"Pode-se ver, assim, que a saúde mental está baseada em certo grau de tensão, tensão entre aquilo que já se alcançou e aquilo que ainda se deveria alcançar, ou o hiato entre o que se é e o que se deveria vir a ser. Essa tensão é inerente ao ser humano e, por isso, indispensável ao bem-estar mental. Não deveríamos, então, hesitar em desafiar a pessoa com um sentido em potencial a ser por ela realizado. Somente assim despertaremos do estado latente a sua vontade de sentido. Considero perigosa a errônea noção de higiene mental que pressupõe que a pessoa necessita em primeiro lugar de equilíbrio, ou, como se diz na biologia, de "homeostase", ou seja, de um estado livre de tensão. O que o ser humano realmente precisa não é um estado livre de tensões, mas antes a busca e a luta por um objetivo que valha a pena, uma tarefa escolhida livremente. O que ele necessita não é a descarga de tensão a qualquer custo, mas antes o desafio de um sentido em potencial à espera de seu cumprimento. O ser humano precisa não de homeostase, mas daquilo que chamo de "noodinâmica", isto é, da dinâmica existencial num campo polarizado de tensão, onde um pólo está representado pelo sentido a ser realizado e o outro pólo, pela pessoa aque deverá realizá-lo. E ninguém pense que isto é válido somente para situações normais; isto vale ainda mais para indivíduos neuróticos. Quando os arquitetos querem reforçar uma arcada que ameaça desabar, eles aumentam a carga por ela sustentada, pois com isso os componentes são ligados mais firmemente. Da mesma forma, quando os terapeutas desejam incrementar a saúdemental de seus pacientes, não deveriam ter receios de criar uma sadia quantidade de tensão através da reorientação para o sentido da vida".

Victor Frankl,
"Em Busca do Sentido", trecho do ensaio "Conceitos Fundamentais de Logoterapia".

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fevereiro 21, 2004

Feriado 

Este blog fugiu do Brasil e volta só após o dia 25/02.
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fevereiro 20, 2004

Scarlett Johansson tem lábios de grama. 

"Naquela noite me embriaguei num café da zona do porto. Estava no pior da bebedeira quando senti tanto nojo da mulher que estava comigo e dos marinheiros que me rodeavam que saí correndo para a rua. Caminhei pela Viamonte e desci até o cais. Sentei ali e chorei. A água suja, embaixo, tentava-me constantemente: para que sofrer? O suicídio seduz por sua facilidade de aniquilação: em um segundo, todo este absurdo universo vem abaixo como um gigantesco simulacro, como se a solidez de seus arranha-céus, de seus encouraçados, de seus tanques, de suas prisões não passasse de uma fantasmagoria, sem mais solidez que os arranha-céus, encouraçados, tanques e prisões de um pesadelo.

"A vida aparece à luz desse raciocínio como um longo pesadelo, do qual, no entanto, cada um pode libertar-se com a morte, que seria, assim, uma espécie de despertar. Mas despertar para quê? Essa irresolução de lançar-me ao nada absoluto e eterno foi o que me deteve em todos os meus projetos de suicídio. Apesar de tudo, o homem é tão apegado ao que existe que acaba preferindo suportar sua imperfeição e a dor que causa a sua fealdade, a aniquilar a fantasmagoria com um ato de vontade própria. E costuma acontecer, também, que quando chegamos a essa beira do desespero que precede o suicídio por ter esgotado o inventário de tudo o que é mau e ter chegado ao ponto em que o elemento bom, por menor que seja, adquire um valor desproporcional, acaba tornando-se decisivo, e nos aferramos a ele como nos agarraríamos desesperadamente a qualquer talo de grama diante do perigo de rolar num abismo."

Ernesto Sábato,
"O Túnel", trecho do Capítulo 21.

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fevereiro 19, 2004

Precisão Analítica 

"Eu tenho muito medo dos cineastas. Por vários motivos e mais este: - eu não os entendo. É como se eles e os outros pensassem, sentissem e agissem em idiomas diferentes. Ultimamente apareceu o Cinema Novo. De vez em quando faço a pergunta sem lhe achar resposta: - "O que é o Cinema Novo e o que não é o Cinema Novo?". A minha perplexidade, que já era patética, assumiu proporções dolorosas. Até que vi o filme Macunaíma e descobri subitamente tudo. Eis a verdade total: - quando o Grande Otelo aparece nu, temos o Cinema Novo, quando o Grande Otelo aparece vestido, temos o "cinema velho". Portanto, eis o problema: - despir ou vestir o Grande Otelo."

Nelson Rodrigues,
trecho da crônica "O Último Gentil-Homem", da coletânea "O Remador de Ben-Hur".
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fevereiro 18, 2004

Contemplação Amorosa 

Ciclo Vicioso

Bailando no ar, gemia inquieto vaga-lume:
— "Quem me dera que fosse aquela loura estrela,
Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!"
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:

— "Pudesse eu copiar o transparente lume,
Que, da grega coluna à gótica janela,
Contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela!"
Mas a lua, fitando o sol, com azedume:

— "Mísera! tivesse eu aquela enorme, aquela
Claridade imortal, que toda a luz resume:
Mas o sol, inclinando a rútila capela:

— "Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta azul e desmedida umbela...
Por que não nasci eu um simples vaga-lume?"

Machado de Assis,
"Ocidentais", in Poesias completas, 1901.
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fevereiro 17, 2004

Ítalo Calvino, blogueiro enrustido 

"Às vezes procuro concentrar-me na história que gostaria de escrever e me dou conta de que aquilo que me interessa é uma outra coisa diferente, ou seja, não uma coisa determinada mas tudo o que fica excluído daquilo que deveria escrever: a relação entre esse argumento determinado e todas as suas variantes e alternativas possíveis, todos os acontecimentos que o tempo e o espaço possam conter. É uma obsessão devorante, destruidora, suficiente para me bloquear. Para combatê-la, procuro limitar o campo do que pretendo dizer, depois dividi-los em campos ainda mais limitados, depois subdividir também estes, e assim por diante. Uma outra vertigem então se apodera de mim, a do detalhe do detalhe do detalhe, vejo-me tragado pelo infinitesimal, pelo infinitamente mínimo, como antes me dispersava no infinitamente vasto."

Ítalo Calvino,
"Seis Lições para o Próximo Milênio", trecho do ensaio "Exatidão".
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fevereiro 16, 2004

Correlato Objetivo (Eliot sem fleuma) 

O Comilão

Gostava de ostras mas tinha preconceito, evitava olhar para essa coisa que ia comendo apressado, impaciente, a expressão de repugnância mas a boca salivante de prazer. Exigia as ostras vivas porque então o apetite ficava insuportavelmente excitado ao imaginá-las se contraindo na morte sob o sumo do limão. Também gostava de putas.

Lygia Fagundes Telles,
"A Disciplina do Amor".
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fevereiro 13, 2004

Escrever com os colhões, ou "Da falta de conhecimento de anatomia" 

Merde de Poète

Quem gosta de poesia "visceral",
ou seja, porca, preguiçosa, lerda,
que vá ao fundo e seja literal,
pedindo ao poeta, em vez de poemas, merda.

Antonio Cicero,
"As Cidades e os Livros"
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Uma flor para Sylvia Saint 

"Os olhos no teto, a nudez dentro do quarto; róseo, azul ou violáceo, o quarto é inviolável; o quarto é individual, é um mundo, quarto catedral, onde, nos intervalos de angústia, se colhe, de um áspero caule, na palma da mão, a rosa branca do desespero, pois entre os objetos que o quarto consagra estão primeiro os objetos do corpo;..."

Raduan Nassar,
"Lavoura Arcaica", trecho inicial do Capítulo 1.
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Quem manda no homem é o bolso. 

"Para Deus, todos os homens levam nos bolsos objetos escondidos: selos antigos, uma esfera de aço, um anzol enferrujado, um canivete sem folha; por isso é preciso, de pena de nós mesmos, fazer força para não chorar. Pois todo menino enterra seu tesouro."

Paulo Mendes Campos,
"O Amor Acaba", trecho da crônica "Folclore de Deus".
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fevereiro 12, 2004

IDH, ou mais propriamente: Índice de Desenvolvimento Literário 

“A Literatura tem sido o grande instrumento de interpretação das formas de vida humana, e portanto a base da inteligibilidade da história. Na poesia, na narração, no teatro, sobretudo na novela, a vida fez-se transparente a si mesma. Entendemos os povos ou as épocas na medida em que nos legaram uma ficção adequada, que os documentos não conseguem suprir. A história grega é diáfana entre todas as outras porque podemos ter diante dos olhos os poemas homéricos, a tragédia e a comédia, a lírica, os diálogos de Platão e Luciano, as narrações tardias. Em outro extremo, a “opacidade” da Espanha visigoda, apesar da densidade documental, se deve à ausência de ficção, o que torna difícil entender o que era viver em Toledo ou Sevilha no século VI, no século VII. O Romancero, o Teatro Clássico, a Novela do Século de Ouro, têm sido os instrumentos mais poderosos para a constituição da Espanha como sociedade, como Nação, tendo permitido que os espanhóis se reconheçam e se projetem como realmente são, como espanhóis. O mesmo poderia ser dito no tocante aos demais grandes povos históricos. E aqueles que não tiveram uma grande Literatura, nessa mesma medida não conseguiram ser grandes – entenda-se, humanamente grandes, com grandeza humana e fecundidade histórica -. Sem Literatura, podem-se fundar grandes impérios baseados no terror e no domínio material, mas não outra coisa; e sua fugacidade acontece ser tão grande quanto sua esterilidade.

Em terceiro lugar [há um primeiro argumento que não publiquei aqui], a Literatura é o único meio de projeção pessoal do homem. A vida humana, uma operação projetiva, que se faz para frente, futuriça, real mas orientada para o futuro, feita de antecipação e imaginação, é “faina poética” – a expressão é de Ortega - . O homem é, acrescentava ele, “novelista de si mesmo, original ou plagiário”. Não posso conviver com os outros sem imaginá-los, sem sobre eles projetar “novelas de urgência” elementares que os façam inteligíveis para mim, como também não posso viver sem inventar-me como personagem, com um argumento e uma tonalidade – poética ou, preferindo-se, antipoética -. Não se trata de que isto “deva ser assim”, mas de que esta é a condição mesma da vida, tal como a descobre a filosofia de nosso tempo (pode-se ver minha Antropologia Metafísica, 1973). A literatura é instrumento de humanização, e por isso poder-se-ia fazer uma história em que se medissem os graus de humanidade pelo desenvolvimento literário. Não se esqueça que para os gregos a paideía, a “educação” no sentido forte da palavra (próximo à Bildung alemã), era primeiramente o estudo dos poemas homéricos e outras formas de ficção, não a filosofia ou as ciências, cuja descoberta constitui o mérito original da Grécia.”

Julían Marías,
“Literatura e Gerações”, trecho do ensaio “O Lugar da Literatura na Educação”.

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fevereiro 11, 2004

Polifonia (mas o batuque vem das salas de baixo) 

O Amador de Serpentes

I

O ser é uma canção por Deus cantada,
e existente unicamente porque a canta
e canta e canta a voz dessa garganta
imemorial: e voltaria ao nada

se acaso interrompida na calada
da noite universal a sacrossanta
garganta emudecesse. Ah, canto, canto,
frase que te imaginas separada

da voz que te proclama e pronuncia,
enlouqueceste e, como uma espiral
demente, uma serpente na agonia,

negas que és duração e movimento
dessa voz infinita e musical,
tu, o hálito mesmo desse alento!

Bruno Tolentino,
"As Horas de Katharina", série 126.

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fevereiro 10, 2004

Sonhos Sonhos São 

"Sentado na cama, olhava a mulher deitada a seu lado, que, dormindo, apertava-lhe a mão. Sentia por ela um amor inexprimível. Nesse momento ela sem dúvida dormia um sono muito leve, porque abriu os olhos e olhou-o com ar espantado.
- O quê você está olhando? - perguntou ela.
Sabia que não devia acordá-la, mas fazê-la adormecer. Tentou responder com palavras que fizessem nascer em seu pensamento a centelha de um novo sonho.
- Estou olhando as estrelas - respondeu.
- Não minta, você não está olhando as estrelas, está olhando para o chão.
- É que estamos num avião, as estrelas estão abaixo de nós.
- Ah bem! murmurou Tereza. Apertou com mais força a mão de Tomas e continuou a dormir. Tomas sabia que Tereza olhava agora pela janela de um avião que voava muito alto, por cima das estrelas."

Milan Kundera,
trecho de "A Insustentável Leveza do Ser".
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fevereiro 09, 2004

Hannah e Suas Irmãs - veja o filme, use o Google. 

"Somehwere I have never travelled"

somehwere i have never travelled, gladly beyond
any experience, your eyes have their silence:
in your most frail gesture are things which enclose me,
or which i cannot touch because they are too near

your slightest look easily will unclose me
though i have closed myself as fingers,
you open always petal by petal myself as Spring opens
(touching skilfully, mysteriously) her first rose

or if your wish be to close me, i and
my life will shut very beautifully, suddenly,
as when the heart of this flower imagines
the snow carefully everywhere descending;

nothing which we are to perceive in this world equals
the power of your intense fragility: whose texture
compels me with the colour of its countries,
rendering death and forever with each breathing

(i do not know what it is about you that closes
and opens; only something in me understands
the voice of your eyes is deeper than all roses)
nobody, not even the rain, has such small hands

E. E. Cummings

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fevereiro 08, 2004

Entre um martírio e outro, "Minutos de Sabedoria"... 

"Cancela a representação. Pára os fios que movimentam a marionete. Circunscreve o instante presente no tempo. Toma conhecimento do que acontece contigo ou outrem. Separa e subdivide o objeto em fator causal e fator material. Pensa na hora extrema."

Marco Aurélio,
"Recordações", VII, 26 (citado em "Olhos de Madeira", de Carlo Guinzburg, pág. 19)
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fevereiro 07, 2004

Os lunáticos segundo Chesterton 

"Somente os símbolos podem ter algum valor neste profundo assunto [o mistério da fé]; tomarei, pois, um outro símbolo, tirado da natureza física, que exprimirá suficientemente bem o verdadeiro lugar do mistério perante o gênero humano. A única coisa criada que não podemos olhar é aquela em cuja luz vemos todas as coisas. Como o sol ao meio-dia, o mistério esclarece todas as coisas pelo fulgor de sua vitoriosa invisibilidade. O intelectualismo isolado é como o luar, porque é uma luz sem calor, uma luz secundária refletida por um mundo morto. Os gregos tinham razão quando tomaram Apolo como deus da imaginação e da saúde, fazendo-o igualmente patrono da poesia e da medicina. Falarei mais adiante de um credo especial e dos dogmas necessários. Mas esse transcendentalismo pelo qual todos os homens vivem tem, primariamente, algo da posição do sol no firmamento. Temos consciência dele como de uma esplêndida confusão; é qualquer coisa brilhante e informe, ao mesmo tempo clarão e mancha. Mas o círculo da Lua é tão claro e inequívoco, tão recorrente e tão inevitável, como um círculo de geômatra num quadro negro. Porque a Lua é tão completamente racional; a Lua é a mãe dos lunáticos, e a todos eles deu o seu nome."

G. K. Chesterton,
trecho do Capítulo II ('The Maniac') do livro "Orthodoxy" (tradução de Gustavo Corção).
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fevereiro 06, 2004

O "Tudo é a Água" de Tales de Mileto 

"Quando Tales diz: “Tudo é a água”, o homem estremece e se ergue do tatear e rastejar vermiformes das ciências isoladas, pressente a solução última das coisas e vence, com esse pressentimento, o acanhamento dos graus inferiores do conhecimento, O filósofo busca ressoar em si mesmo o clangor total do mundo e, de si mesmo, expô-lo em conceitos; enquanto é contemplativo como o artista plástico, o homem de ciência, enquanto se sente dilatar-se até a dimensão do macrocosmo, conserva a lucidez para considerar-se friamente como o reflexo em outros corpos, fala a partir destes e, contudo, sabe projetar essa transformação para o exterior, em versos escritos. O que é o verso para o poeta, aqui, é para o filósofo o pensar dialético: é deste que ele lança mão para fixar-se em seu enfeitiçamento, para petrificá-lo. E assim como, para o dramaturgo, palavra e verso são apenas o balbucio em uma língua estrangeira, para dizer o que nela viveu e contemplou e que, diretamente, só poderia anunciar pelos gestos e pela música, assim expressão daquela intuição filosófica profunda pela dialética e pela reflexão científica é, decerto, por um lado, o único meio de comunicar o contemplado, mas um meio raquítico, no fundo uma transposição metafórica, totalmente infiel, em um esfera e língua diferentes. Assim contemplou Tales a unidade de tudo o que é: e quando quis comunicar-se, falou da água!"

F. W. Nietzsche,
“A Filosofia na Época Trágica dos Gregos”, parag. 3, citado na pág. 46 do volume “Pré-Socráticos” da coleção “Pensadores”
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