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abril 29, 2004

Minha Formação. 

Os blogs todos por aí são de aristocratas genuínos, mas não eu. Minha formação foram revistinhas do Cebolinha, Woody Allen e a sinceridade da Janine Lindenmulder.
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abril 26, 2004

Brief Movie Reviews (#1) 

Benjamin

Não vale a pena, na Casa & Vídeo é mais barato: só 3 reais.

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(Queria saber guardar as críticas em categorias como faz a Miss Veen, mas sou cristão e programação é prática iniciática maçônica).

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Deconstructing Rohmer 

"Os alemães desejam, através do artista, chegar a uma espécie de paixão sonhada; os italianos, descansar de suas verdadeiras paixões; os franceses querem dele a oportunidade de provar seu julgamento, e ensejos para falar. Portanto, sejamos justos!"

Friedrich Nietzsche,
"Aurora" (Ed. Companhia das Letras), aforismo 217.
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abril 15, 2004

Seinfield X Superman 

Jerry Seinfield is back: Imperdível.

(link via Rua da Judiaria)


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abril 13, 2004

Setting the record straight (or right) - A Super é o Sumo! 

"Há outros [pesquisadores, cientistas] que asseguram que algo deve estar errado com as ciências sociais, porque as condições sociais são insatisfatórias. As ciências sociais conseguiram resultados espantosos nos últimos duzentos ou trezentos anos e a aplicação prática desses resultados foi o que deu origem a uma melhoria, sem precedentes, no padrão de vida geral. Mas, dizem esses críticos, as ciências sociais falharam completamente no que diz respeito a tornar mais satisfatórias as condições sociais. Não eliminaram a miséria e a fome, crises econômicas e desemprego, guerra e tirania. São estéreis e não contribuíram para a promoção da liberdade e para o bem-estar geral.

"Esses rabugentos não chegam a perceber que o tremendo progresso da tecnologia de produção e conseqüente aumento de riqueza e bem-estar só foram possíveis graças à adoção daquelas políticas liberais que representavam a aplicação prática dos ensinamentos da economia. Foram as idéias dos economistas clássicos que removeram os controles que as velhas leis, costumes e preconceitos impunham sobre o progresso tecnológico, libertando o gênio dos reformadores da camisa-de-força das guildas, da tutela do governo e das pressões sociais de vários tipos. Foram essas idéias que reduziram o prestígio de conquistadores e expropriadores e demonstraram o benefício social decorrente da atividade empresarial. Nenhuma das grandes inversões modernas teria tido utilidade prática se a mentalidade da era pré-capitalista não tivesse sido completamente demolida pelos economistas. O que é comumente chamado de "revolução industrial" foi o resultado da revolução ideológica efetuada pelas doutrinas dos economistas. Foram eles que explodiram velhos dogmas: que é desleal e injusto superar um competidor produzindo melhor e mais barato; que é iníquo desviar-se dos métodos tradicionais de produção; que as máquinas são um mal porque trazem desemprego; que é tarefa do governo evitar que empresários fiquem ricos e proteger o menos eficiente na competição com o mais eficiente; que reduzir a liberdade dos empresários pela compulsão ou coerção governamental em favor de outros grupos sociais é um meio adequado para promover o bem-estar nacional. A economia política inglesa e a fisiocracia francesa indicaram o caminho do capitalismo moderno. Foram elas que tornaram possível o progresso decorrente da aplicação das ciências naturais, proporcionando às massas benefícios nunca sequer imaginados.

"O que há de errado com a nossa época é precisamente a difundida ignorância do papel desempenhado por essas políticas de liberdade econômica na evolução tecnológica dos últimos duzentos anos. As pessoas tornaram-se prisioneiras da falácia segundo a qual o progresso nos métodos de produção foi contemporâneo à política de laissez-faire apenas por acidente. Iludidos pelos mitos marxistas, consideram o stágio atual de desenvolvimento como resultado da ação de misteriosas "forças produtivas" que não dependem em nada de fatores ideológicos."

Ludwig von Mises;
trecho da Introdução de "A Ação Humana" (Ed. Instituto Liberal) - págs. 9 e 10
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abril 12, 2004

A você um buquê de Anáforas, da cor da Asa da Borboleta. 

Querendo ter Amor ardente ensaio,
Quando em seus olhos seu poder inflama,
Teus sóis me acendem logo, chama a chama,
Teus sóis me cegam logo, raio a raio.

Mas quando de teu rosto o belo maio
Desdenha amores no rigor que aclama,
De meus olhos o pranto se derrama
Com viva queixa, com mortal desmaio,

De sorte que padeço os resplandores,
Que em teus olhos luzentes sempre avivas,
E sinto de meu pranto os desfavores:

Cego que me fazem já com ânsias vivas
De teus olhos os sóis abrasadores,
De meus olhos as águas sucessivas.

Manuel Botelho de Oliveira,
trecho do primeiro coro de "Música do Parnaso" (oitavo soneto).
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abril 08, 2004

Levantes em Fallujah 

Qualquer um que já tenha visitado o blog do jornalista David Butter sabe que sua página será, em pouco tempo, a principal fonte de análises de questões políticas nacionais e internacionais da imprensa brasileira (só já não é por ser pouco conhecida, e não exagero - quem quer que por lá tenha passado sabe do que estou falando).

Muito embora possamos contar com os comentários do David, não está sendo fácil avaliar o que vem acontecendo no Iraque. A quantidade de informações contraditórias que vêm sendo publicadas a respeito dos levantes em Fallujah é imensa. Mas, não obstante (adoro a dupla adversativa estilo Dostoiévsky), descobri hoje a página de um jornalista iraquiano que publica seus artigos diretamente de Baghdad, e que me parece ser um bom local para buscar informações a respeito da ocupação americana. Segue uma análise postada lá na terça-feira - bastante precisa, mesmo em meio ao denso "fog of war" atual:

"I don't think Moqtadr Sadr is what we have to worry about. He's a nuisance whose movement will probably not survive him, and it seems likely he'll be dead or in prison by this time next week. The problem is what he represents: a conspiratorial worldview that, without evidence, holds America responsible for every ill that befalls Iraqis, and refuses--not rhetorically, but emotionally and intellectually--to acknowledge the difference between the American occupation and life under Saddam Hussein. The people who follow that line seem to be better organized and more willing to fight than anyone else in the country. Significantly, the same mindset that causes al Hawsa to blame the US for bombing Ashura comes into play when Shi'ites deal with Sunnis, when Sunnis deal with Kurds, and when Kurds deal with Shi'ites. The ethnic divide has been papered over so far, but may be impossible to overcome.

"Again, it would be comforting to believe that we blew it--that if we'd done something different everything would have worked out for the best. But it may be that what we've got is pretty close to the best we could have expected. I don't think the invasion was a bad idea, necessarily, but we probably need to lower our expectations of what a free and independent Iraq might look like.

"This may be an overreaction based on being too close to events. But even though it looks like Sadr has made his play and lost, things have been very tense in Baghdad lately. My friend Howard said an Iraqi crossed the sidewalk to bump into him with his shoulder the other day, and a British journalist here said that, for the first time, he's considering "tooling up." You can get a very reliable pistol in Baghdad for about $500."


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abril 04, 2004

Processo de Individuação 

Se pudesse escolher morar num filme seria no Manhattan, e minha casa ficaria ali naquele início, ao som da "Rhapsody in Blue" do Gershwin.

Mesmo ontem sonhei que dormi alguns anos num táxi engarrafado no SoHo. Sem motivo o carro disparou, acordei e senti a angústia, pedi ao motorista que diminuísse e ele não entendia.

Não adianta insistir, o tempo não é complicado, é um taxista indiano.
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abril 03, 2004

Teologia da Libertação - Credo. 

"Seis dias antes da Páscoa, Jesus chegou a Betânia, onde vivia Lázaro, a quem ele ressuscitara dentre os mortos. Ofereceram-Lhe ali um jantar. Marta servia, e Lázaro estava entre os que se reclinavam à mesa com Ele. Então Maria tomou uma libra de nardo puro, um perfume muito caro, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com seus cabelos. E toda a casa se encheu com a fragrância do perfume. Mas um dos discípulos, Judas Iscariotes, que mais tarde o trairia, objetou: Por que não se vendeu este perfume por trezenos denários, e não se deu aos pobres? Ele disse isso, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão; tendo a bolsa, tirava o que nela se lançava. Respondeu Jesus: Deixai-a. Ela guardou este perfume para o dia do meu enterro. Vós sempre tereis os pobres convosco, mas a mim nem sempre tereis."

O Evangelho Segundo João,
Cap. 12, vs. 1 a 8.
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